quinta-feira, 15 de abril de 2010
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Da política
Eu tuitava sobre política com um caro amigo meu. Ele se indignava contra o Lula, como o de costume. Tendo insinuado, por via de RT, que ao eleitorado do petista faltava educação e/ou moralidade, perguntei-lhe se ao do Kassab sobrava. Ele disse sobre a desilusão de quem acreditava na mudança e se perguntou se eu era petista.
NÃO
Não sou petista, nem pe-esse-de-besta nem nada. Na verdade, desde que comecei a ter contato com política, o que já faz alguns anos, notei que para se trabalhar com isso há que se ter certa flexibilidade moral. Isso pode ser "congênito" ou "adquirido" (não no sentido biológico dos termos). O primeiro caso diz respeito a quem já entra na vida política mal-intencionado. O segundo caso é o dos que entram na melhor das boas vontades, acreditando realmente que pode fazer a diferença, ajudar a quem precisa e acabar com a corrupção.
Esse tipo de gente, quando ingressa vida pública, tem dois caminhos pela frente. Um dele é, ao perceber como a máquina burocratico-política funciona, se desesperar, se desenganar, denunciar, perder o cargo e nunca mais querer atuar em nada parecido (esses são inflexíveis moralmente). A outra é se entregar ao jogo e tentar usá-lo em favor de quem realmente precisa, negociando daqui e dali, dando jeitinho, essas coisas que a gente já conhece. O cara faz tudo, tudinho, muito bem intencionado, mas por vias irregulares. Não é menos corrupto que o cara mal intencionado.
Ainda quanto a boas intenções, tudo é questionável. As políticas sempre visam beneficiar alguma classe. Alguns preferem "dar uma força" à classe baixa, outros à classe média e ninguém nunca contraria a classe alta. Dependendo do seu ponto de vista, você pode considerar melhor intencionado um ou outro.
Os mal intencionados são sempre os mais descarados, que colocam seus interesses acima de toda e qualquer questão pública - a bola da vez está com o Sarney.
Na verdade, nunca acreditei que são as intenções o que importa, mas as atitudes.
Não voto em absolutamente ninguém desde que tirei meu título de eleitor. Não sou anarquista, não sou punk, não sou hippie. E não aceito o argumento de que quem não vota não tem direito de reclamar: é evidente que tem! Não tem direito a reclamação tão somente quem não vive no Brasil.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Fica difícil assim...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Tou só lembrando que quando eu era criança, houve uma disputa pela prefeitura onde os concorrentes para o segundo turno eram dois caras extremamente diferentes. Um, o Paulo Maluf; outro, o Eduardo Suplicy.
Do Malufão a gente nem fala nada... É uma lenda viva na politica! O suplicy, aquela pessoa admirável... Pra senador, até os direitistas votavam no PT se o petista era o Suplicy... Uma imagem a toda prova, um cara super bacana.
Bem, como todo mundo aí sabe, ganhou inobviamente o Malufão! O cara ficou lá um looongo tempo e ainda enfiou o Pitta no lugar dele quando saiu... Não preciso falar mais nada... Olha o que aconteceu: um cara feito o Suplicy perde pro Malufão em São Paulo, não porque é pior, mas porque antes dele vinha a Erundina que, mesmo tendo feito uma das melhores prefeituras, era petista (a campanha do Maluf nesse ano dizia: "a gente não tem nada contra o Suplicy/a gente não quer mais é o PT mandando aqui)...
E agora, o que a gente tá vendo acontecer?
Tééééééédio...
domingo, 12 de outubro de 2008
Novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa
A PÓS-UTOPIA concorda, apóia e adota a medida proposta pelo
REPETENTE
.
Isso me ocorre pelos seguintes motivos:
1. Se eu sou uma pretendente a comparativista de literaturas de línguas portuguesas, não tem como eu achar interessante que a língua seja padronizada, fazendo com que as particularidades de cada escrita (particularidades essas que são expressões de toda(s) uma(s) cultura(s), um história(s), um povo(s)) se perca, por conta de se fazer MÉ(R)DIA;
2. Sou radicalmente contra todo tipo de pasteurização (menos a do leite), padronização, etc. Já tenho que agüentar essas merdas despersonalizadoras no meu trabalho e já me desfaço delas mesmo lá, correndo o risco da insubordinação diariamente;
3. O Cris é um rapaz deveras malcriado e eu sempre tenho como exemplos de conduta malcriações desse tipo.