sexta-feira, 30 de setembro de 2011
... depois da 1ª década de 2000...
quarta-feira, 27 de julho de 2011
a noite e a lua
quinta-feira, 14 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
outra madrugada
quarta-feira, 16 de junho de 2010
arregou de novo?
Então, vem a recompensa por todo suor derramado: você finalmente está a um passo de conseguir o que queria. Veja bem, só mais um passinho, um passinho de nada – se espirrar já chega lá.
Mas foi nessa hora, e justamente nessa hora, que te dá uma preguiça desumana, uma sensação fortíssima que te impele a procrastinar. E você resolve que aquele passinho, aquele que falta pra ter o que tanto queria, não vai ser dado. Ou seja, depois de um esforço da porra, você simplesmente desencana.
O que será essa preguiça aguda? Será que você percebeu que o que você queria não valia tanto assim? Talvez... Ou será que na verdade o que você queria não era o que você batalhou pra ter, mas a batalha em si? Pode ser também. Ou ainda pode acontecer de você ter realizado que simplesmente não tem capacidade para lidar com o que queria quando finalmente conseguir... Sim, pode até ser também...
Na primeira situação: bem lerdinho você, hein? Só perceber que o objeto de todos os seus esforços é uma verdadeira merda é realmente de uma lerdeza espiritual ímpar!
Na segunda situação: bem narcisista você, hein? Se matar por causa de uma coisa só pelo tesão de saber que poderia tê-la caso quisesse é de fato um tanto foda!
Mas se a sua situação é a terceira, porra! Vai arregar mesmo, por causa de medinho? Tsc-tsc-tsc! Pois é, comigo já aconteceram essas três situações, talvez até mais de uma vez. E o que eu aprendi com isso? Não sei se aprendi alguma coisa com isso. Acho na verdade que não. Acho mesmo! Agora, coisa que eu sempre soube, independente de tudo isso, é que a única coisa que a gente tem de nosso é o tempo de vida que ainda resta. E tudo o que a gente escolhe na vida e o que fazer com esse tempo.
terça-feira, 28 de julho de 2009
as pessoas confundem paixão com tesão muito facilmente
A própria Lia Lee uma vez me disse isso. Para mim foi um pouco difícil vivenciar a idéia, embora tenha entendido, porque não tenho muitas experiências de tesão acumuladas ao longo desses quase 30 anos. Assim sendo, prestei atenção no que algumas pessoas mais próximas de mim fazem. Cheguei à conclusão de que minha amiga está certa, que as pessoas confundem sim.
Entre os que eu escolhi observar, havia uma mulher, muito amiga também. Ela era e é o que por aí se chama "romântico": sempre namorava sério, sempre pensava em planejar a vida junto, não gostava de sexo inconseqüente, etc. Outras características que tinha eram as de ser inteligente e muito bonita, de forma que podia "escolher" com quem ficar tendo grandes chances de êxito sempre. Muito bem: essa mulher, de uma hora pra outra, me aparece doidinha por muito um cara bem burro, quase bronco mesmo, mas bonitão, malhado, essas coisas. Sempre foi o tipo de homem que ela detestou e então... Ah! O amor... No entanto, ela escondia o cara de todo mundo, não o apresentava pra ninguém que não fosse exageradamente íntimo (meu caso). Além disso, nas poucas vezes em que se encontraram e não se praticou o famoso "sexo animal", ela ficou revoltadíssima. Num desses dias ela até declarou que preferia nem ter gastado a gasolina e o vinho". Já entenderam, não é? O mais interessante foi que, quando eu perguntei o que havia entre eles, ela nem titubeou: "então, estamos namorando, sou apaixonada por ele, mas acho que é cedo pra pensar em algo sério..." Bom, muito bem. De duas, uma: ela é uma canalha, iludindo o pobre e ingênuo rapaz , ainda que com boas intenções, ou simplesmente não soube distinguir paixão e tesão.
Em compensação, também tive uma garota confusa em minha vida, mas era uma confusão diferente. Éramos amigos, muito amigos. Nenhum dos dois era criança. Ela saía de um namoro longo com uma garota e se confidenciava comigo todos os dias. O namoro tinha terminado por conta de galinhagem dessa minha amiga, muita putaria, a outra não aceitou. Eu dei muito apoio psicológico pra menina, serviço completo, desde fazer cafuné pra dormir até jogá-la trêbada debaixo do chuveiro frio e passar o café quente depois, essas intimidades que nem com irmão a gente tem. Eis que de repente e não mais que de repente essa mulher cisma que eu sou a resposta pra tudo que ela procura. Tudo bem, talvez eu fosse mesmo. E ela, linda e lésbica, resolve que vai me AMARRAR na cama de qualquer jeito. Ficou obcecada com a idéia por muito tempo. Tentava um monte de coisa pra me seduzir (tomei cada susto, credo!). Mas na realidade, tudo era muito artificioso, muito fora de questão. Uma lésbica armando transa com um brocha: combinação com muita chance de fracasso. Ela demorou um tempo pra perceber que realmente me amava, amava com todo o coração, mas que tesão não havia nenhum, da parte de ninguém...
Bom, não tem nada a ver com o que eu estava dizendo acima, mas vou dizer assim mesmo: eu não transei quase nunca na vida, mas não há quem goste de falar de sexo mais do que eu.
domingo, 19 de julho de 2009
uma vez, pegou de me gostar uma moça engraçadinha, muito boa e muito puta
Fiquei sabendo dela numa vez que fui num puteiro com mais dois ou três machos que me tinham amizade (digo macho mesmo, que pra mim, homem quando vai no puteiro, larga de ser homem e vira meramente macho). Eu, que nunca como ninguém nem pagando e nem sem pagar, achei que o passeio no puteiro assim, destituidíssimo da função primordial, ficaria uma brincadeira meio cômica.
E não é que foi mesmo, rapaz?! Coisa engraçada ver os machos tratando com as moças putas e vice-versa. Tinha um arzinho muito falso de conquista no ar, aquela coisa que tá na cara que é mentira... O macho sabendo que é mentira, a moça puta também sabendo e todo mundo num acordo íntimo de não falar nada sobre isso não senhor. Melhor assim (a vida é bela no eufemismo e na pinga). As donas iam pedindo um drink e os machos iam logo cedendo... As donas iam fazer aquela dancinha sensual, muito pregadas numa barra vertical e muito rodopiantes em torno dela, os machos se sentavam em frente ao palco e ficavam ali babando. Cômico, sem dúvida, e muito gentil da parte deles também.
Eu não, eu fiquei sentado na mesma mesa em que me sentei quando cheguei, olhando os meus amigos, com aquela antipatia de pseudo-intelectual e aquela risadinha filhadaputa. A moça que eu citei no título do post perguntou se podia me fazer companhia. Pois podia sim, e como não? Ela perguntou se eu era bicha logo de cara. Não muito, não na época.
- Mas como assim? É bicha ou não é?
- Eu sou o Cajuba, moça.
- Ah, prazer, ou sou a Verônika com K.
- Oi, Verônica com K!
Insistiu em saber se eu era bicha. Disse-me que prescindisse da vergonha porque ali ninguém tinha vergonha na cara não senhor.
- É, eu penso que não, Verônica com K. Bom, porque você quer saber se eu sou bicha? É por causa dos seu serviço? Olha, eu não sou o tipo do cara que paga por sexo... porque eu não sou o tipo de cara que faz sexo. Nem com mulher, nem com homem, nem com ninguém. Então, acho que não sou nem gay e nem hetero.
Daí, aconteceu o que sempre acontece: ela perguntou meus motivos de abstinência, eu expliquei que era brocha e ela fez clássica cara de pena. (Sabem, toda sorte de gente nesse mundo tem pena de mim por causa da brocha, o que me levou a colecionar mentalmente caras de pena; a fina flor da minha coleção é a cara de pena dessa putinha). Ela perguntou se eu não queria tentar nem um pouquinho, eu disse que era perda do tempo dela e do meu dinheiro... Então, como o movimento do lugar estava fraco (domingo à noite: até malandro tá assistindo fantástico na casa da família), ficamos conversando, enquanto meus amigos desapareceram com as respectivas namoradas de aluguel. Ela me contou que morava sozinha, que tinha sido casada, mas o cara tinha arrumado outra mulher, fugido com o carro que estava em nome dela e mais uma grana guardada em conta conjunta. Estava terminando a faculdade de administração na mesma universidade em que eu cursei história (faculdade boa o cara). Preconceituosamente confesso que duvidei na hora, mas acabei acreditando. Eu lhe contei sobre minha história de ser brocha, papo indo por aí, muito bem, obrigado senhor.
Sei que na hora de ir embora ela me disse que lamentaria não me ver outra vez. Bom, eu não sou homem de deixar a mulherada lamentando (ok, quase...). Troquei telefone com ela e na abençoada quarta-feira, levei no cinema a Verônica com K – ela até matou aula pra me ver, uma graça. Foi a minha vez de lhe fazer uma pergunta clichê: era bonita, inteligente, morava num bairro bom... Por que puta?
- Eu gosto. É sim... Fiz uma vez, continuei porque gostei. Tem vez que é um saco, tem cara que é uma merda. Mas tem cara que é que nem você, muito fofo! Mas também era assim quando eu era estagiária. Tem trabalho legal e tem trabalho que é um saco.
Simples e perfeito, ela não podia ter dito nada melhor. Dei um beijo nela por isso. Ela me beijou mais por eu tê-la beijado. E ficamos assim, de beijo em beijo, duas ou três vezes por semana, durante uns 6 ou 7 meses, mais doces que mel de florada. Tive de terminar porque ela começou a fazer planos bonitos pro futuro, enquanto eu pensava que a granola e a alcatra lá de casa estavam acabando.
A Veronica com K agora é funcionária de uma empresa lá em Guarulhos e faz programa uma vez por semana - a gente ainda se fala.
