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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

... depois da 1ª década de 2000...

As pessoas acham cada vez mais feio fumar, poluir o meio-ambiente ou a corrupção na política... Andam cada vez mais preocupadas com o bem-estar geral. Hmm... Muito civilizado isso, não? 
Mas ninguém vai parar de vender cigarro, de vender carro, de produzir embalagens não recicláveis, de votar no “menos mau”... Então eu posso dizer que essa preocupação é - pra não ser agressiva - um pouco hipócrita talvez... Ok, tudo bem, hipocrisia não foge, de forma alguma, do conceito de civilização. A gente precisa de mentirinhas agradáveis, eufemismos e afins pra viver bem em sociedade. Então, tá tudo certo. 
Tem também aquela coisa de parecer bem sempre. Vamos evitar o confronto, o contato direto, a neurose... Isso cria um medo absurdo de qualquer aprofundamento na maioria das relações. É aquela máxima “intimidade é inversamente proporcional a respeito” levada às últimas consequências. 
Acho que tudo isso sempre existiu de fato, mas na minha geração, isso está ficando bem saliente. Lembro de quando me relacionava sempre com pessoas 20 anos mais velhas que eu. Elas não precisavam se proteger de contatos externos com tanto cuidado. 
Acho que cada geração tem uma característica bem própria. O excesso de hipocrisia protecionismo é a marca da minha.
De minha parte, sei lá... Se houver uma única palavra na língua portuguesa pra me definir, essa seria ADAPTAÇÃO. Consigo me adaptar, tanto física quanto psicologicamente, a quase tudo. Acabo sempre conseguindo me remodelar pra me encaixar nos lugares que me cabem, mesmo quando não concordo... Fico pensativa por um tempo, me desconsolo loucamente entre meus lençóis e logo depois meu corpo já começa a produzir algum prozac natural. Levanto, me arrumo bela e fresca e volto pra vida, pro inferno que são os outros. Legítima representante da minha linda e saudável geração...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

pequena crônica


Fraca, cambaleante, garganta doendo. Foda! Nenhum tesão de trabalhar, mas não tem jeito. O telefone começa a gritar logo pela manhã. Uma porrada de merda pra resolver. Foda!
As pontadas quentes na garganta vão congestionando toda minha cara, entupindo meus ouvidos, impedindo minha livre respiração, latejando minha cabeça. Foda! Fico me sentindo até meio nojenta, cheirando a catarro, puta nojo do caralho. Foda!
Tomo uns remedinhos, eles me dão muito sono, pouca fome, me abatem. Eu sei, eu sei: preciso de uma solução besetacílica para minha questão. Mas chegar na farmácia e dizer: “tio, tou precisando tomar uma besetacil na bunda agora e tou disposta a pagar o que for por isso” em geral, não rola, tem que passar pelo médico. Foda!
Então a retardada aqui liga no plano de saúde:

Plano X, Fulana, bom dia!

“Bom dia, Fulana! Tou passando muito mal, a garganta acabada, tou precisando de um laringologista pra ontem, pelamordidelz!”

Pois não... ... ... ... Bem, senhora, posso encaixá-la em um horário no dia 21. Está bem?

“Não, querida! Nem se preocupe. Com a febre que eu tou, em oito dias espero estar morta!” Tuuuuuu... Tuuuuu... Tuuuuuu...

Moral da história: 

terça-feira, 29 de junho de 2010

insônia


Insônia DEF. deficiência ou incapacidade de sonhar.


A insônia é insolente, chega e te devora. Te faz contar as horas, alonga e encurta o tempo. Torna qualquer bobagem razão de lamento. Te faz raivoso e bobo de insatisfação. A insônia é paciente quando te adora. Te faz errar a hora, mais veloz e lento. Torna o não sonho em sonho do seu desalento. Te faz fraco e baboso de estupefação. A insônia é incidente em rocha que chora. Te faz perder o agora e não sentir o vento. Torna qualquer loucura em pressentimento. Te faz perder o prumo, a paz e a razão...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Hospital Albert Einstein nega doação de sangue por gays


O Hospital Israelita Albert Einstein, um dos mais conceituados da capital paulista, é taxativo quando o assunto é doação de sangue por homens homossexuais.
A denúncia é do blogue Direito Homo. A postagem completa está aqui!  

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A Sentimental disse, aqui nos comentários, que se trata de uma resolução da ANVISA... A coisa então está muito mais séria e grave do que eu podia imaginar.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

menos vaidade e mais prozac, por favor


O amigo tuiteiro mandou essa reportagem hoje e foi interessante, porque confirmou uma suspeita que eu tinha: ser bipolar “está na moda” – quase tanto quanto ser bissexual.

Tenho visto muita gente por aí se definindo como bipolar. A galera fala disso com um orgulho que é de estranhar, afinal, bipolar é um transtorno e não uma habilidade especial. Eu acho que a maior parte das pessoas deve ser mais tolerante que eu com esse tipo de coisa, porque toda vez que vejo alguém se intitulando bipolar, penso logo em dizer “pior pra você!” (tudo bem, é resposta de quem fode mal, mas dá muita vontade de falar).


Eu tenho quase certeza de que a maior parte dos que se dizem bipolares não tiveram esse diagnóstico de um profissional habilitado. Essas pessoas lêem artigos sobre o assunto, vêm a saber de casos de pessoas famosas com esse diagnóstico, vêem filmes coisa e tal. Daí lembram dos bafons que deram por aí, das TPMs de longa duração, das brigas desmotivadas com os amigos, das bebedeiras e trepações desenfreadas e já vão logo pensando: “ah, é isso então. Eu sou bipolar”.

Pronto, resolveu: agora o cara tem uma desculpa maravilhosa pra não respeitar as pessoas que te amam e causar comoção nacional. Não é culpa dele, ele não pode se conter, porque é bipolar! Mas que maravilha, né? Pode fazer feito o escorpiãozinho da fábula, ferroar quem quiser e dizer que é da sua natureza!

Bem, eu sou filha de uma mulher que é bipolar de verdade e sofri as conseqüências disso durante mais de 20 anos. Não nego que minha mãe me deu coisas muito belas pra lembrar, mas a maior parte do tempo, os únicos sentimentos que me pegavam eram o medo e a vergonha. Apanhei muito, fui exposta a todo tipo de humilhação, passei anos preocupada, desde bem criancinha. Tinha períodos em que minha mãe estava bem, mas nunca se sabia quando sua paixão viraria uma obsessão explosiva, quando ela se viciaria em remédios, quando ela seria linha dura, quando ela seria libertária. Coisas assim: mamãe não tinha o menor pudor pra falar sobre sexo e sua sexualidade, mas não nos permitia falar no assunto e nem ter namorado. Junto dela, coisas pequenas se tornavam problemas incontornáveis. Só me senti livre e autônoma quando saí da casa dela, já com 18 anos, mas mesmo assim, demorei pra descobrir quem eu era. Minha mãe se recusa a fazer o tratamento que lhe cabe e esporadicamente tenho que sair de São Paulo às pressas e ir vê-la, pois ela teve mais uma de suas desagradáveis (e incontáveis) crises. E as loucuras não se resumem ao seu relacionamento comigo e minha irmã. Ela quase não tem amigos e os casos amorosos que têm são permeados por essa insanidade, chegando ás vezes a violência doméstica. Ela é de fato muito talentosa (escreve, toca, pinta...), mas vai certamente terminar a vida muito sozinha.

Ser bipolar definitivamente não é legal, não é cool, não é descolado. Então, se você acha que é, procure ajuda, tenha um diagnóstico respeitável e principalmente se trate. Não fazê-lo afastará, com o tempo, muitas pessoas que você ama, o que te tornará muito infeliz. E ser infeliz não te faz especial; te faz apenas mais infeliz ainda.

terça-feira, 15 de junho de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O caso do BBB


Então, menin@... Esses casos de discussão sobre a homofobia do BBB estão rendendo, né? Pois é... Muita gente falando a respeito, coisa e tal... Ontem eu li no Te dou um dado uma postagenzinha com a qual não concordei muito – estou evitando adjetivos aqui... E li também uma outra postagem, essa sim me parecendo mais interessante, no R7.

Impressões pessoais à parte, o que eu vi de ponto de contato entre as duas postagens foi o fato de considerarem o BBB apenas um programa de entretenimento, que não deveria causar tanta comoção. Aí que é eles se enganam. É certo que o BBB deveria ser apenas um showzinho mediocremente divertido da Rede Globo. Mas a grande verdade é que nenhum programa que tenha tanta visibilidade é apenas mais um showzinho. Não precisa ser um gênio pra saber que programas da Rede Globo formam muitas opiniões por esse Brasilzão... Não cabe julgar a cabeça de quem se deixa influenciar por esses programas, o fato é que eles influenciam e tais influências têm conseqüências.

Assim, se o movimento LGBT tem representantes extremamente incomodados com atitudes de participantes do programa, não estão “enlouquecendo”. Estão, na verdade, vendo uma luta de anos ter seus efeitos fragilizados por causa de atitudes e declarações que, por estúpidas que pareçam, influenciam muita gente.

Achar que o BBB é apenas um programa de entretenimento (a meu ver, um zoológico de gente) é ser certamente muito simplista e, na melhor das hipóteses, ingênuo. E abraço Machado de Assis que considerava que ingenuidade é o único pecado realmente imperdoável.

E.T. Li no Twitter um cara dizer que cada vez que o Bial chama os BBB de “meus heróis”, um bombeiro pede demissão... Rá!


sábado, 18 de julho de 2009

Dureza...

Eu e o Cajuba estamos mudando de casa e tentando pôr a casa em ordem... Daí acontecem aquelas coisas: vc descobre que tem uma porrada de coisa que não funciona... Algumas coisas que tentamos atualizar no templêite por exemplo não têm dado muito certo... Enfim, vamos mudar de endereço...

Foooooooooda!!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sobre o trabalho

A primeira coisa que tenho a dizer sobre ele: preciso arranjar outro.


A segunda: preciso muito arranjar outro!!!


Não é o caso de eu ter chefes FDP. Certas vezes eu não concordo com os métodos deles, mas ele não são maus de forma alguma. A verdade é que a estrutura institucional é que está errada, enferrujada, caduca, démodé. Nela, nada se cria, nada permanece, não há mobilidade, não há valorização de funcionários. Há apenas um salário bem pouco que nunca vai deixar de gotejar na conta bancária. Isso pode ser bom, mas torna o ambiente muito propício à mediocridade. Alguns pontos que até constam no estatuto nunca são observados; a meritocracia é um deles. Tudo aqui funciona na base da politicagem e mesmo quem é bem intencionado acaba agindo como não devia ou não queria. É um sistema sem saída, uma equação fechada em que, independente dos números que a componham, sempre vai ter o mesmo resultado.


A instituição em que eu trabalho é um microcosmo Governo do Estado ou da União. Dá pra entender porque é que políticos inteligentes e cheios de boa vontade acabam corruptos ou engessados ou simplesmente desistem de tudo. Temos um sistema muito bem elaborado, em que tudo é feito pra dar errado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Bloqueada...

Meus amigos queridos, blogosféricos e afins,

Bloquearam o meu acesso a tudo quanto é blogue, incluindo o meu, claro!
Consigo postar, mas nem dá pra ver como ficou. Preciso ver quando chego em casa, mas em casa eu tou sempre cansada... Unf...

Bem, prometo lê-los no finde! Já tou morrendo de saudades de checar os blogues da minha adorável lista, todos tão legais...

Uma merda bloquearem, né? Fica até parecendo que eu sou paga pra trabalhar de verdade!!! Unf... Mil vezes UNF!!!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Eu aaaaaaaaaaaaaamo banco!

Bancos são o melhor gênero de empresa que existe nesse mundo... São foda mesmo!!! Eles não produzem absolutamente NADA, só capitalizam, capitalizam, capitalizam...




Mas é legal! Imagina só: Você, pra receber o salário, é obrigado a ter uma conta bancária. Mas não em qualquer banco, tem que ser o banco cujo presidente é partidário da galera que está gerindo a instituição para a qual você trabalha. Então, como vai haver uma enxurrada de gente abrindo conta nesse banco, ele já prepara um perfil de vantagens pra você e todos os seus milhares de colegas; no pacote, vem a taxa mensal de manutenção da conta (algo em torno de 20 reais), vem o limite de retiradas em caixa automático (4 por mês e, se exceder, 20 reais de multinha), vem o limite de saldos e extratos que você pode tirar (também 4 por mês, se não, já sabe...) e a obrigatoriedade de ter talão de cheque.




Ai-ai... Mas é legal, eu gosto de banco! Você é obrigado a deixar sua grana com eles e ainda tem que pagar por isso... E pagar bem caro, em muitos casos. Mesmo que você tire toda sua grana de lá tão logo a receba, eles já ganharam em cima...




Pois é, é muito legal!!! Eles ainda podem se recusar a prestar os serviços mais básicos do mundo, como calcular uma conta atrasada ou extornar uma guia. Se tiver com um problema desse tipo carecendo de resolução, você precisa procurar pelo poder público, porque eles não têm nada com isso... Como eu ia dizendo, banco, além de não produzir, também não tem que prestar serviço: ele só tem mesmo é que capitalizar.



Sim, é legal e mais ainda se for falar nos seguros que você precisa pagar pra ter uma "segurança extra" na sua conta - evitar fraudes e coisa e tal -, que o serviço de telemárquetim oferece meio que ostensivamente. Porque, é claro, o banco não precisa garantir segurança se você não paga por isso, já que ele não tem que ser seguro (tem só que capitalizar mesmo) e, se for, precisa cobrar.




Mas é legal, né? É por isso que eu gosto de bancos: os caras são foda, eles não perdem nunca!!! Quem perde, quem é lúser de verdade sou eu, que tou aqui escrevendo e falando bem deles...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Só estou escrevendo a presente postagem pra demonstrar minha indignação contra essa porra de servidor que é muito lento e não carregou a foto do New Order que deveria haver na anterior!!!




Merda de servidor!!!