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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ela e eu

J'est un autre
O dia escurece, eu ainda na cama
E a vejo deixar meu pijama
No chão do meu quarto. Ela entra no banho
E eu, ainda deitada, me estranho...

Achei que estava aqui, mas me vejo ali...
No espelho meu olhar não me é familiar

Ela saiu com o meu documento
Quando me perdi em algum pensamento...
E quando meu telefone tocava,
Ela atendia, meu nome ela dava

Ela não sou eu... O que aconteceu?
No espelho meu olhar não me é familiar... 

Ela rompeu com o meu namorado
E eu nem sei o que ele fez de errado
Ela mudou minha casa e emprego
Eu não conheço o lugar em que chego

Ela me assustou... Ela me salvou?
No espelho meu olhar não me é familiar...

Ah, meldelz, não acredito!
Eu nunca estive assim, tão longe de mim...
Ah, meldelz, não acredito!
Como eu posso ser sem estar em mim?

terça-feira, 15 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010


Bonito, né? Gostei bastante! A dica foi dela. Se quiser ver outros trabalhos do cara, tem aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

notícias comentadas na posutopia


*Mulher é flagrada colocando fogo em restaurante concorrente nos EUA (pira muito a tiazinha)

Dona de um restaurante chinês, Mae Fong, de 74 anos (que feio, uma menina des'tamanho!), foi acusada de ter colocado fogo em um restaurante concorrente em Kenner, no estado da Louisiana – EUA (estado que abriga muitas lendas de vudu, vampiros e fantasmas...), segundo reportagem da emissora de TV "WDSU".

Mae Fong foi flagrada pelas câmeras de segurança pondo fogo em um estabelecimento que fica próximo do seu (te pegaram com a mão na massa, hein, tiazinha! Tsc, tsc, tsc!). O caso ocorreu por volta das 3h do dia 2 de outubro (de madrugadinha, né? Quer dizer, a velhinha é louca mas não burra: sabia que estava aprontando, premeditou e executou o maquiavélico plano num bom horário...).



O vídeo foi "extremamente importante" na resolução do crime, disse o chefe de polícia Steve Caraway. "É difícil refutar esse tipo de evidência" (sim, tio, tem que ser o Spielber pra falsear uma coisa dessas), acrescentou ele, destacando que a mulher provocou danos de, pelo menos, US$ 50 mil no restaurante concorrente (eu me pergunto: com tanto vudu na em LA, por que a velha foi justamente tacar fogo??? Francamente, que falta de juízo. Agora todo mundo sabe e ela é quem vai pagar o preju!).

Segundo Lily Fong, sua irmã abriu o restaurante há 32 anos, enquanto o estabelecimento concorrente funciona há 13 anos (e o que teria isso a ver com a história?). Apesar das evidências, Lily disse (que, né, Sr. Revisor?) as acusações são falsas, já que "sua irmã nunca feriu ninguém" (rá! Essa foi a melhor! Nunca feriu implica em nunca vai ferir??? E ainda que implicasse, aí, no caso, ela quis ferir um bolso e não um alguém. Tia chinesa, vai dormir, vai...).


*No Planeta Bizarro

segunda-feira, 8 de junho de 2009

coisa que eu acho um pouco chata em ser brocha é a obrigação sócio-cultural que tenho de não ser brocha

Já faz um certo tempo que essa condição deixou de ser vergonha pra mim e passou a ser motivo de auto-chacota. Não sei se é uma sublimação ou não, sei que não me embaraço ao falar no assunto. Pelo contrário, falo de um jeito bem jocoso mesmo. Fica divertido no final. Os colegas de trabalho, da universidade, vizinhos, eles perguntam coisas assim: "mas você não vai se casar?" – eu respondo "não posso casar porque não posso transar". Então vem a parte boa: "como assim, não pode transar, o que é isso?" – e lá vamos nós: "isso é brocha, meu amigo, o meu não sobe nem com mulher, nem com homem, nem com bicho, ou planta, ou punheta. Já tentei de tudo, não vai!" A pessoa que escuta isso fica com uma cara indescritível. Nisso sim, nisso sim eu tenho tesão. Sempre estou gargalhando por dentro ao ver aquela expressão, meio de pena, meio de incredulidade e muito de espanto.

 

A exceção desse tesão é quando digo isso a alguém que está obviamente dando mole pra mim. Tudo se torna imprevisível nesses casos. Teve gente que nunca mais tocou no assunto, teve gente que até deixou de falar comigo (acho que ela deve ter pensado que eu não gostava dela e disse isso pra afastá-la; bom, eu é que não vou lá pra conferir). Também teve gente que, a partir daí, triplicou o empenho em me conquistar... Como se fosse adiantar alguma coisa... Deve ser gente querendo alimento pra ego, né? Como é que pode? O cara é brocha e, aí sim, aí você enfia na cabeça que tem que fazer a coisa subir, seja como for... Sei lá... Cada um no seu tesão – quer tentar, à vontade! Quem sou eu pra impedir?

 

Mas isso é o lado leve da coisa. O chato é as pessoas responsabilizarem a falta de rigidez do meu pau por uma série de comportamentos meus. E, creiam, isso acontece! Se eu falo mais enfaticamente alguma coisa, se eu peço pra alguém do meu grupo refazer um trabalho, se eu dou uma opinião muito divergente, se eu fico nervoso no trânsito, é sempre o mesmo comentário: "a falta de sexo ta acabando contigo, hein!?" ou senão "cara, você ta precisando dar uma trepadinha pra relaxar" ou "isso é falta de mulher" ou o mas sintético, o que mais a secretária gosta de falar "mal-comido!" – mal-comido é o meu favorito, adoro!

 

Sabe, me parece mais perdoável que eu fosse putanheiro, ou gay ou que fosse casado e tivesse amante, ou tudo isso junto do que ser brocha. Afinal, a gente vive numa época em que todo mundo tem que transar de alguma forma. Até as formas mais marginais de sexualidade¹ são mais facilmente aceitas que a ausência.

 

Vou deixar pra próxima as considerações sobre ser uma "doença" essa minha condição, o que também rende muito assunto. Por enquanto, vou retomar meu trabalho que hoje vai sair atrasado por que não o fiz no final de semana. Daqui a pouco, me liga meu colega já dizendo "já que você não tava trepando no fim de semana, ficou fazendo o que que não o trabalho???".

 

 

 

¹Aqui eu não tou incluindo nem pedofilia, nem zoofilia, nem nada não-consensual.